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Seis cidades já registraram a presença do escorpião amarelo

Picada pode ser fatal, principalmente para idosos e crianças

Frequentemente surgem nas redes sociais casos de pessoas amedrontadas com o aparecimento de escorpiões em diversas cidades da Região Metropolitana. O temor é que os animais sejam da espécie Tityus serrulatus, o escorpião-amarelo.

Esta espécie é perigosa: seu veneno causa quadros clínicos graves e pode levar à morte. Crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde são as mais vulneráveis.

Para tirar as dúvidas da população, GaúchaZH entrou em contato com as prefeituras de Porto Alegre e de outras 11 cidades da Região Metropolitana para esclarecer onde o animal já foi visto. Alvorada, Guaíba, Eldorado do Sul, Esteio, Viamão e Cachoeirinha não tiveram nenhum registro. Além da Capital, há casos também em Canoas, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo, São Leopoldo e Gravataí.

Confira as informações de cada cidade e confira dicas para evitar problemas com o animal.

PORTO ALEGRE

  • Os primeiros escorpiões-amarelos apareceram na cidade em 2001.
  • Entre 2016 e janeiro deste ano, foram registrados 121 casos de aparecimento e 10 acidentes.
  • Pelo menos 10 bairros tiveram manifestação do animal: Lomba do Pinheiro, Partenon, Anchieta, Centro, Passo da Areia, São Geraldo, São João, Santa Tereza, Mário Quintana e Sarandi.

CANOAS

  • Nos último meses, foram encontrados quatro animais em três bairros da cidade: Estância Velha, Mathias Velho e Rio Branco.
  • Para monitorar e combater a reprodução desses animais, as equipes da Vigilância em Saúde têm feito visitas às residências dos bairros onde eles foram encontrados.

GRAVATAÍ

  • A cidade teve um caso de visualização, em uma residência, no bairro Cohab C.
  • O Departamento de Vigilância em Saúde foi acionada e instruiu os moradores sobre as ações e cuidados para prevenir o surgimento dos animais.
  • Também foi requisitado e disponibilizado ao Hospital Dom João Becker o soro antiescorpiônico.

NOVO HAMBURGO

  • A cidade teve a primeira notificação em janeiro deste ano. O animal foi encontrado em uma empresa do bairro Liberdade.
  • O município realizou, em conjunto com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), uma capacitação com os principais órgãos da saúde, educação, meio ambiente, assistência social para preparar as equipes para o enfrentamento do problema.
  • Casos podem ser comunicados ao Centro de Informações Toxicológicas (CIT), pelo 0800.721-3000

SÃO LEOPOLDO

  • O primeiro caso de aparecimento do animal ocorreu no final de dezembro. Foram localizados um escorpião adulto e dois filhotes em uma residência no bairro Santos Dumont (Bom Fim).
  • Após a visualização e captura, agentes de combate a endemias fizeram o trabalho de orientação na área em um raio de 150 metros no bairro.
  • Em outro caso, no bairro Feitoria, um morador fotografou o escorpião e enviou a imagem à vigilância, que fez uma varredura no local e não localizou novos vestígios. Mesmo assim, todas as medidas de segurança foram adotadas.
  • Em caso de visualização, a vigilância orienta evitar o contato, tentar fotografar o animal e comunicar imediatamente a localização para a Vigilância em Saúde pelo telefone 3589 – 6556. Em caso de acidente, o paciente deve ser encaminhado ao Hospital Centenário, que é referência para o atendimento e aplicação de soro.

SAPUCAIA DO SUL

  • Houve apenas um registro, no final do ano passado, no bairro Piratini.
  • Foi elaborado um plano conjunto para sua eliminação e a Vigilância em Saúde segue monitorando a área de ocorrência.

Como prevenir

  • A principal medida para evitar a presença do animal é a limpeza periódica de terrenos, evitando o acúmulo de lixo e materiais de construção, pois esses são locais que podem atrair insetos, como baratas, que são sua principal fonte de alimento.
  • Eles costumam ficar escondidos em locais frescos e escuros, restos de materiais de construção, entulhos, tijolos, caliças, madeiras, ralos, esgotos, caixa de gordura, encanamentos, caixas com verduras, legumes, frutas, sapatos, roupas de cama, travesseiros, cortinas e roupas.
  • Eles também podem entrar em residências pelas redes de esgoto. Assim, é orientado que se vede ralos e caixas de gordura.
  • Inseticidas ou outros venenos não possuem eficácia comprovada contra a espécie.
  • Também é preciso atenção antes de vestir-se ou calçar um tênis ou sapato, pois o escorpião pode ter se escondido ali.

Pelo Estado

Em 2018 foram notificados 12 acidentes com o escorpião amarelo no Rio Grande do Sul. Eles ocorreram em Arroio Grande, Canoas, Cerro Largo, Constantina, Horizontina, Mariana Pimentel, Novo Hamburgo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Vitória do Palmar e São Jerônimo. Para atender o Estado, a Vigilância em Saúde distribuiu o soro entre as 19 coordenadorias regionais de saúde.

FONTE: Secretaria Estadual de Saúde/RS

https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2019/01/seis-cidades-ja-registraram-a-presenca-do-escorpiao-amarelo-cjrakce8d008i01q94vj5q3o5.html