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Número de municípios infestados pelo mosquito da dengue aumentou quase 30% em 2018

O ano de 2018 fechou com 25 casos de dengue no Rio Grande do Sul, três a mais do que no ano anterior. Desde 2010, foi o primeiro ano em que não houve nenhum autóctone, ou seja, contraído dentro do Estado.

Chama a atenção, no entanto, o aumento no número de municípios infestados pelo mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, da febre amarela, do zika vírus e da febre chikungunya. Entre 2017 e 2018, houve um aumento de 29,2% — o número de cidades passou de 246 para 318.

Este é o maior índice desde 2010, ano em que apenas 14 municípios eram considerados infestados pelo mosquito. Das 497 cidades gaúchas, apenas 179 não estão infestadas. A identificação ocorre à medida que os municípios vão intensificando o trabalho de controle do mosquito – se esta condição se modificar em 12 meses, o município deixa de ser considerado infestado.

— O mosquito se desloca através do voo e, por isso, vai de uma cidade para outra, muitas vezes até dentro de carros e caminhões. Nós temos que entender que nunca conseguiremos terminar com o mosquito, já que ele sempre vai permanecer no ambiente. O que temos que trabalhar é para manter a infestação em níveis que dificultem a transmissão — explica a coordenadora do Programa Estadual de Vigilância e Controle do Aedes, Carmen Gomes.

Segundo o levantamento do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), todos os anos, entre novembro e maio, há um aumento no número de notificações de casos suspeitos. Isso faz com que a população tenha que ter cuidados para evitar a proliferação:

— No verão, as temperaturas mais altas e incidência de chuva facilitam as condições de proliferação tanto do Aedes aegypti quanto dos demais insetos. É importante que as pessoas evitem acúmulo de água em pequenos recipientes, como pneus, copos e vasos de plantas. O mosquito prefere água limpa, mas nada impede que se reproduza em água com mais matéria orgânica — alerta Carmen.

O ano de 2019 iniciou com 28 casos suspeitos de dengue em investigação, mas nenhum foi confirmado por enquanto. A febre chukingunya teve 19 casos confirmados em 2018, sendo 11 contraídos no Estado, no município de Santiago. Houve também uma morte confirmada em Santana do Livramento, mas a doença foi contraída fora do Rio Grande do Sul.

Houve ainda três casos confirmados de febre amarela, todos importados. Nenhum caso de zika vírus foi confirmado em 2018.

https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2019/01/numero-de-municipios-infestados-pelo-mosquito-da-dengue-aumentou-quase-30-em-2018-cjqs2o8jy00hq01ukxtkp29z0.html