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Rio Grande do Sul apresenta ao MEC projetos para combater bullying

A Secretaria da Educação (Seduc) apresentou ao Ministério da Educação, nesta quarta-feira (8), em Brasília, as ações desenvolvidas no Rio Grande do Sul para o combate à violência e ao bullying (agressão física ou psicológica) dentro do ambiente escolar. O secretário Ronald Krummenauer explicou ao ministro Rossieli que são traçadas estratégias conjuntas nas áreas de educação, segurança pública e justiça.

O diretor de Currículos e Educação Integral da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Raph Gomes Alves, destacou a importância dessa troca de experiências e da possibilidade de levar as ações para outros estados. “A partir do momento em que entendemos como potencializar essa iniciativa com outros estados, esse é um papel importante que o MEC cumpre. Entender como o RS trabalha com a questão do bullying, as iniciativas para prevenção à violência, e também organizar e compartilhar isso com outros estados podem contribuir para o enfrentamento dessa temática nas outras regiões”, afirmou.

O projeto, que utiliza games e ferramentas de diálogo entre escola e comunidade, foi criado pela Comissão de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar (Cipave). O objetivo é criar um ambiente de combate à violência, seja ela física ou verbal, entre alunos, professores e funcionários.

Para tocar esses projetos, a Seduc identificou, por meio de pesquisas, gráficos e planilhas, quais as áreas mais sensíveis e que precisavam de atividades para garantir a realização de boas práticas entre jovens, escolas e sociedade. “Podemos num primeiro momento saber o que acontece dentro das escolas, os casos de bullying e de violência, para depois termos controle desses processos”, disse Krummenauer. “Em segundo lugar, podemos trabalhar em ações preventivas para diminuir esses números”, acrescentou.

O secretário lembrou que houve redução na maioria dos casos de violência em ambiente escolar no primeiro semestre de 2018 na comparação com o segundo semestre de 2017. “Por isso, esses resultados começaram a acontecer, e essas ações preventivas são trabalhadas tanto com organismos do próprio governo, principalmente com a Secretaria da Segurança, Polícia Civil, Bombeiros, quanto com entidades externas de controle à drogadição ou de combate à violência”, explicou.

Números

No caso dos relatos de violência física, foram 165 no segundo semestre de 2017 e 135 no primeiro semestre de 2018. Em relação às agressões verbais, houve o registro de 3.121 casos no segundo semestre do ano passado e 2.321 no primeiro semestre de 2018. Outro índice que chama bastante atenção em ambiente escolar é o bullying. Foram 4.978 casos, sendo 2.860 no segundo semestre de 2017 e 2.118 no último semestre. Em relação ao racismo, os números indicam que houve 1.194 casos no segundo semestre do ano passado e 175 neste ano.

Escola Melhor

Outro projeto apresentado pela Seduc aos técnicos do MEC foi o Escola Melhor, Sociedade Melhor, que estimula doações para o desenvolvimento das escolas por pessoas físicas e empresas. A proposta já viabilizou ampliação e melhorias em mais de 300 estabelecimentos. “Incentivamos tanto as escolas  a buscar parceiros, quanto os parceiros que queiram fazer doações para escolas.  Já foram doados mais de R$ 2,6 milhões”, informou Krummenauer.

Texto: Renato Gava/Seduc
Edição: Gonçalo Valduga/Secom