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Moradores espalham mudas de planta para combater Aedes em Constantina

“A gente plantou 16 mil mudas das sementes. O nosso clube plantou, veio todo mundo plantar aqui no viveiro, para ser distribuído”, conta Rosiclera Geraldo Didomenico, coordenadora do projeto.

O município de Constantina tem cerca de 9 mil habitantes. Para replantar as espécies da crotalária foi preciso, primeiro, sensibilizar a comunidade. Para tanto, é ensinado nas escolas a importância da leguminosa de cor amarela que atrai os insetos.

“As larvas da libélula são postas junto com as larvas do mosquito e as larvas das libélulas comem o mosquito. E quando a libélula estiver adulta, não só come as larvas, como o mosquito também”, explica a estudante Cecília Menegotto, de 12 anos.

Os estudantes passaram um dia inteiro na escola para fazer a plantação. O comprometimento dos jovens influencia o comportamento dos pais.

“Cobram dos pais e vão plantar a plantinha. Elas sabem direitinho como plantar, as características da planta e época de plantio. Foi tudo explicado e, assim, eles adotaram a ideia e com certeza o efeito vai ser bastante grande”, conta a professora de desenvolvimento rural e urbano Eliomar Ficanha.

As primeiras mudas foram plantadas no cemitério da cidade. A partir de então, a iniciativa se ampliou para todo o município, que agora conta com a proporção de quase duas plantas para cada habitante.

Em Constantina, o mosquito ainda aparece, mas está cada vez mais sob controle. A cada 100 casas, apenas uma apresenta foco do Aedes. A meta, agora, é acabar com esta presença indesejada.

Ações planejadas para o combate
Na sexta-feira (2), Dia de Mobilização Nacional contra o Aedes aegypti, autoridades participaram de uma reunião em Porto Alegre para debater as ações que são realizadas no Rio Grande do Sul.

Em sua manifestação, o secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, João Gabbardo dos Reis, ressaltou maior preocupação com a chikungunya neste ano.

Conforme dados apresentados na reunião, são 69 casos confirmados em 2016, sendo três deles autóctones (contraídos dentro do estado). Em 2015, os casos registrados eram todos de fora do estado.

“A chikungunya provavelmente é a que vai nos trazer maior preocupação daqui para frente”, afirmou o secretário. Os casos autóctones ocorreram em Ibirubá, Alegrete e Ijuí.

Dobra número de casos de dengue
Os casos de dengue dobraram neste ano em relação a 2015. Segundo dados apresentados pelo governo, chegam a 2.430 em 2016. São 211 municípios infestados. Há 33 cidades com casos confirmados e autóctones. Outros 43 têm somente casos importados.

Em 2015, no mesmo período de pesquisa, eram 1.272 casos confirmados, com 1.040 autóctones (81,8%). Agora, nos 2.430 casos de dengue, são 2.154 casos autóctones (88,6%).

Vírus da zika não prejudica gravidez no estado
Sobre o vírus da zika, em 2015 foi registrado apenas um caso no estado, e neste ano já são 85, sendo 44 autóctones, 32 importados e nove em investigação.

Gabbardo salientou que duas pessoas infectadas foram mulheres grávidas, que tiveram seus bebês sem problemas de saúde provocados pelo vírus. Elas são residentes de Ivoti e Frederico Westphalen.

“Em Santo Ângelo e Ijuí também há gestantes. Uma delas ainda está em gestação, e no outro caso houve interrupção da gravidez”, disse o secretário. Em Porto Alegre são 16 casos, sem informação de gestantes infectadas.

Fonte: G1