Home > Agricultura > Sorgo granífero é visto como alternativa ao cultivo do milho em Nonoai

Sorgo granífero é visto como alternativa ao cultivo do milho em Nonoai

716_-_nonoai_-_reuni_o_sorgoEscAumentar a área cultivada com milho para produzir o suficiente para abastecer o consumo do Estado é um desafio que paira entre os produtores de grãos. São cerca de 200 mil hectares de déficit de área plantada com milho no RS. Aumentar essa área é uma possibilidade, mas outras alternativas ao milho podem ser utilizadas nas formulações das rações. O sorgo granífero é uma dessas alternativas. Para fomentar essas informações pela região de abrangência da Emater/RS-Ascar, foi realizada, na semana passada, uma reunião no município de Nonoai, uma parceria com o Sindicato Rural do município.

Segundo a Embrapa Milho e Sorgo, esta é uma alternativa que pode substituir o milho em até 100% e produzir de 80 a 150 sacas por hectare, na safrinha. O sorgo granífero já é cultivado no Centro Oeste e Sudeste brasileiro, e também no RS, totalizando 731 mil hectares.

“A intenção de reunir toda a cadeia produtiva deste grão partiu de uma reivindicação dos produtores de Nonoai, durante um Dia de Campo sobre conservação de solo, em que foi abordada a necessidade de produção de, no mínimo, dez toneladas de palha pelos produtores. Naquele momento, os produtores manifestaram interesse, mas ressaltaram que seria importante uma alternativa produtiva na safrinha para produção de palha, mas que gerasse renda ao mesmo tempo, além do milho”, explicou o assistente técnico regional de recursos naturais da Emater/RS-Ascar, Carlos Roberto Olczevski.

Segundo ele, isso o motivou a intensificar a pesquisa sobre essa alternativa. “Este sorgo apresenta boas características de produção de grão na safrinha, tem pouco tanino, resistência à seca, boa produção de palhada e bom potencial de produtividade. Sabendo do programa de alternativas ao milho da JBS Foods, entrei em contato com o responsável pela área de commodities da indústria, que aceitou tratar do assunto com a Emater, agricultores, cerealistas, o Sindicato Rural e as empresas de sementes”, contou Carlos.

O interesse mútuo entre os membros da cadeia produtiva foi o que possibilitou a realização da reunião, a qual encaminhou o plantio de, pelo menos 500 hectares de sorgo granífero na safrinha deste ano agrícola, na microrregião de Nonoai. O cerealista de Nonoai e presidente do Sindicato Rural, Alécio Bringuenti, fará contrato com os produtores interessados no plantio deste cereal, garantindo a compra pelas fábricas de ração da JBS Foods.

Outras reuniões podem ocorrer com mais interessados no cultivo do sorgo granífero, que vem se apresentando como uma alternativa viável ao milho. A Emater/RS-Ascar acompanhará os produtores, orientando quanto às condições de secagem, armazenagem e classificação deste cereal.

O cultivo do sorgo granífero, além de servir como matéria prima para ração animal, tem como objetivo melhorar a estrutura do solo através da matéria seca produzida, o que permitirá maior infiltração da água e aeração nos solos agrícolas, podendo aumentar a produtividade, mesmo em períodos de estiagem.

“Recuperar e conservar a capacidade produtiva dos solos agrícolas do Estado é uma meta e um desafio, pois observamos que o solo é o principal limitante para o aumento da produtividade de grãos, cereais e forrageiras. O sorgo, portanto, representa múltiplos benefícios aos agricultores, cerealistas, fornecedores de sementes e insumos, indústria de ração e para o Estado como um todo”, finalizou Olczevski.
Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar – Regional de Frederico Westphalen