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Constantinense realiza intercâmbio através do Lions Internacional

A jovem Ana Claudia Pereira, de 19 anos, estudante de Direito e associada do LEO Clube Constantina desde 2013, participou do programa de intercâmbio do Lions Internacional, no país da Dinamarca, durante o período compreendido entre os dias 10 e 31 de julho deste ano.

foto-do-grupo-em-visita-a-christianiaO programa tem inscrições abertas todos os anos, para os mais diversos países a serem escolhidos pelo interessado. Para participar, não é preciso ser companheiro Lions ou LEO.

A viagem de Ana, que compreendeu estadia em casa de família e acampamento junto a outros jovens intercambistas, rendeu grandes experiências, conforme nos relata a seguir:

“Durante vinte dias, estive vivendo uma experiência nova e incrível. Através do programa de intercâmbio do Lions Internacional, fui acolhida, por uma semana, em uma casa de família do interior da Dinamarca – e durante catorze dias fiquei na capital Copenhague, onde conheci pessoas de várias partes do mundo.

A Dinamarca é um país nórdico, terra dos antigos vikings, situado em uma região ao norte da Europa chamada Escandinávia, formada também pela Suécia e pela Noruega. A população se resume a 5.659.715 habitantes (censo de 2015), e seu território, totalmente plano (muito plano mesmo) mede 42.924km² (caberia pelo menos umas seis vezes no Rio Grande do Sul!).

O povo possui, em sua maior parte, brilhantes olhos azuis; cumprimentam as pessoas com apertos de mão, e sua língua mãe é o dinamarquês que, por soar tão áspero aos meus ouvidos, penso não combinar com a cativante maneira com a qual vivem a vida e cultivam a paz.

Ressalto meu encantamento com a beleza das casas e a forte sensação de segurança – não há medo nas ruas. Os crimes que estamos acostumados a acompanhar, através da mídia, lá são raros. Além disso, segundo me falaram, são cometidos principalmente por não dinamarqueses – cabe dizer que existe uma forte desconfiança com relação aos refugiados que se instalaram no país, encarados como um “malefício da globalização” e ameaça à uma sociedade tão organizada.

Tal desconfiança é incomum, tendo em vista que uma das facetas mais admiráveis da cultura dinamarquesa é a confiança, o que atribui ao povo dinamarquês o título de “mais feliz do mundo”, segundo o ranking de felicidade apurado pela Organização das Nações Unidas. Os dinamarqueses confiam uns nos outros, e confiam nas instituições e em seu governo. Apesar de arcarem com algumas das taxas de impostos mais caras do mundo, recebem em troca serviços públicos de excelente qualidade. Eu mesma provei da qualidade das estradas e também do transporte público.

Há muito o que se falar sobre a cultura; mas resumidamente digo que a dieta tradicional dinamarquesa se resume a batatas e carne de porco. Também não posso deixar de contemplar o gosto pela cerveja. Além disso, uma coisa que me chamou muito a atenção foi a tradição dinamarquesa chamada “hygge”, palavra esta sem tradução, mas que significa passar um tempo com pessoas próximas, fazendo algo que se gosta ou conversando – um momento de relaxamento e diversão, geralmente a luz de velas, que contribuem para criar uma atmosfera de paz e intimidade.

eu-e-muay-da-tailandia-hospedada-na-mesma-familiaSaliento ainda o uso das bicicletas como um dos principais meios de transporte, o que é bem impressionante. Dessa forma, mesmo a maior cidade do país, Copenhague, parece tranquila, sem o barulho ensurdecedor de um batalhão de carros.

Falando sobre a capital, a estadia em Copenhague foi inesquecível. Durante duas semanas convivi, em uma escola, junto a outros trinta jovens, de vários lugares do mundo, sendo eu a única brasileira (e única pessoa da América do Sul). É uma alegria dizer que fiz amizade com uma austríaca, uma holandesa, tailandesa, ucraniano, britânicos, e assim vai. Desafiei-me a sair da zona de conforto e descobri grandes amigos, em apenas duas semanas, em gente que nunca vi antes.

Juntos, vivemos o deslumbramento de conhecer um lugar novo, compartilhando nossas visões e experiências. Colecionamos lembranças maravilhosas durante todos os passeios realizados, em lugares como o Tivoli – um dos mais antigos parques de diversão do mundo, Christiania – uma comunidade independente e “hippie” no coração de Copenhague, e ainda uma longa e linda jornada de canoa (remamos 28 quilômetros junto a patos e cisnes em cenários de contos de fada!).

Apesar desse breve relato não fazer jus às tantas memórias que trago desta viagem, é suficiente para expressar minha gratidão a esta oportunidade. O intercâmbio oferecido pelo Lions Clube Internacional é acessível e seguro, e objetiva desenvolver, através dos jovens, a amizade entre os povos. Também sou grata aos meus pais, por terem me apoiado nesse meu passo rumo ao sonho de conhecer o mundo. Carrego comigo as amizades que ganhei e a certeza de que, viajando, descobrimos não somente sobre um lugar novo, mas também sobre nós mesmos e o lugar onde vivemos.”.

Para mais informações sobre o programa de intercâmbio do Lions, além das histórias dos demais participantes, confira a página do Lions Youth Exchange no Facebook: https://www.facebook.com/lionsld/?fref=ts.

Fonte: Ana Claudia Pereira