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2 de Maio: Dia Nacional do Ex-Combatente

O dia 2 de maio é considerado o Dia Nacional do Ex-combatente, por força da lei nº 4.623 de 06 de maio de 1965. Entretanto, somente a lei nº 5.315, de 12 de setembro de 1967, regulamentou o artigo 178 da Constituição brasileira, que dispõe sobre os Ex-combatentes da II Guerra Mundial. Ex-combatente é “todo aquele que tenha participado efetivamente de operações bélicas, na II Guerra Mundial, como integrante da Força do Exército, da Força Expedicionária Brasileira, da Força Aérea Brasileira, da Marinha de Guerra e da Marinha Mercante, e que, no caso de militar, haja sido licenciado do serviço ativo e com isso retornado à vida civil definitivamente”.

História

No começo da II Guerra Mundial, em 1º de setembro de 1939, o Brasil manteve uma posição muito controversa, com uma pretensa neutralidade, já que apoiou diretamente nenhuma das grandes potências envolvidas. Quase no final do conflito, em 1942, em razão de uma série de ataques aos navios mercantes brasileiros em nosso litoral, o Brasil reconheceu o estado de guerra com os países do Eixo e enviou a Força Expedicionária Brasileira (FEB) à Europa, para colaborar na causa dos países aliados. O transporte do primeiro escalão da FEB com destino a Nápoles, Itália, ocorreu em 2 de julho de 1944.

ExpedicionarioA FEB foi incorporada ao V Exército aliado dos Estados Unidos da América e entrou em combate em 15 de setembro de 1944, participando de várias batalhas no vale do rio Pó, na Itália, ocupada pelos alemães nazistas. As mais importantes foram a tomada de Monte Castelo, a conquista de Montese e a Batalha de Colleccio. As tropas brasileiras perderam, durante essa campanha, 430 praças e 13 oficiais, além de oito oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB).

Eles são chamados de “oponentes honrados” visto que, quando renderam a Divisão Monterosa, em abril de 1945, prestaram honras militares aos soldados italianos que marcharam em direção ao cativeiro, ao impedirem que fossem sumariamente fuzilados por guerrilheiros. Existem menções ao bom tratamento dispensado pelos brasileiros aos inimigos capturados, em alguns livros publicados, na Itália, por antigos adversários da FEB.

Com o final da guerra, em 6 de junho de 1945, o Ministério da Guerra do Brasil ordenou que as unidades da FEB se subordinassem ao comandante da 1ª Primeira Região Militar (1ª RM) sediada na cidade do Rio de Janeiro, o que significava a dissolução desse contingente.

Os antigos adversários ainda julgam que os expedicionários da FEB combateram na Itália para defender interesses americanos, sem desmerecerem, contudo, sua capacidade. A tenacidade dos pracinhas é elogiada até hoje.

Depois da recepção apoteótica, com a chegada dos combatentes da Itália ao Brasil após a II Guerra Mundial, em 16 de julho de 1945,o governo não proporcionou nenhuma ajuda àqueles que tanto fizeram para a história do país. As reclamações e reivindicações feitas ao Governo Federal e ao Ministério do Exército, pouco adiantaram para um futuro digno dos ex-combatentes, já que eles eram considerados aptos em 100% quando foram para a guerra. O aspecto físico estava perfeito e o psicológico também, havendo uma inspeção médica, mensalmente, nos alojamentos.

Com o final do conflito “tudo piorou”. O pouco dinheiro que receberam na chegada ao Brasil acabou rápido. Ainda jovens e neuróticos com todo o acontecido, não tiveram direito a nenhum tipo de assistência social ou médica. No mercado de trabalho eram rejeitados, sendo acusados de loucos e não aptos para conviver em sociedade.

Fonte: profdariobenedito.blogspot.com